Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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[Fillers] Um novo inicio - Dark Moon

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(Da play ae se tu quiser)



Vida, algo tão passageiro, certeza? Apenas a morte, Viver? Talvez.

Era uma madrugada especial, o Outono florescia naquela época e mesmo em uma vila tão carente de vegetação, a queda da temperatura era notável mas não chegava a ser insuportável, temperaturas com valores elevados já era de costume para a jovem Satsuki, onde sua alma consumida pelo desafeto prosseguia não se abalando com os "problemas" que cercava-a.

A lua estava em sua fase negra, algo raro mas tratava-se das noites preferidas por Momoi, onde a escuridão prevalecia sob a luz, onde a população escondia-se em suas casas, sob camas aconchegantes, enrolados em seus cobertores. Onde as pessoas boas não andavam pela rua no devido horário, mas uma pré-adolescente perdida no caminho da vida e com dúvidas sobre sua existência poderia ser considerada alguém ruim? Mesmo com tantas vidas que já salvara durante o breve tempo que exerceu seu cargo de kunoichi? O tanto que havia se sacrificado, seus pais morreram por sua causa e isso apenas aumentava sua solidão. Não era comum nos cosmos a luz ser devorada pela escuridão mas com certeza era assim que funcionava no "mundo real".

Submersa em uma realidade falsa, um mundo surreal onde o que lhe restara era apenas servir à sua vila, não teria toda a diversão e experiência de mostrar suas evoluções aos seus pais, que um dia tivera por curtos momentos. Sua nova realidade agora limitaria e resumiria-se em cumprir as tarefas propostas e requisitadas pelo seu vilarejo. A morte poderia ser uma opção viável?

—— Por que a saudade dói tanto? —— Sussurrava enquanto simultaneamente diversas lágrimas vazavam pelos seus olhos, escorrendo em seu rosto pálido, refletindo o brilho translúcido das poucas estrelas presente no céu naquele momento. Momoi encontrava-se no topo de uma grande rocha, podia-se equiparar à uma montanha mas não chegava a ter a mesma largura, era este o local preferido da chuunin, onde passava parte dos seus tempos reflexivos, como fazia agora, deitada no chão, observando a lua negra que tanto chamava sua atenção.

—— As responsabilidades da vida chegaram, então era isso que meu Pai sempre me dizia. —— Falava com a lua, despreocupada de ser taxada como louca, o máximo que faria seria acordar algum vizinho das redondezas mas não importava-se com isso. —— Agora minha única opção é guardar todas as tristezas e apagar meus sorrisos, alegrar-me apenas piora a situação, toda alegria do mundo é ruim pois depois dela, infelizmente, o que chega é a solidão, cada vez pior e é por isso que não irei me sucumbir aos sentimentos interiores. —— Discursava a inocente garota, não sabia mas o que almejava naquela noite seria impossível, foi-se os dias em que ela não conseguia expressar seus sentimentos, simplesmente sorrir era um desafio mas depois de ser superado, não há retorno.

Gotas de água leves e finas caíam sobre seu corpo, algumas misturavam-se com suas lágrimas; Garoava na calada da noite, deixando um clima mais obscuro pairando no ar mas para Satsuki Momoi, aquilo tornava-se agradável, o barulho e o contato produzido por este fenômeno natural era reconfortante. —— Lua... Você está chorando comigo? —— Proferia exalando sua inocência. Sentou-se, precisou mudar de posição, as lágrimas transbordavam seus olhos com as gotas de chuva que a atingia, não aguentaria ficar deitada com a barriga para cima ou ao menos com os olhos abertos.

Sob esse viés, a garota precisou retirar-se do local, a chuva ficava cada vez mais intensa, não era um empecilho ser atingida por ela mas em excesso certamente causaria um resfriado duradouro. —— Você é muito frágil, lua. Não vamos conseguir conversar se continuar agindo assim, não se renda à escuridão —— Dizia como uma despedida, neste momento a garota retornava para a casa de sua família que agora a pertencia.

Uma breve caminhada fora feita, por infelicidade, no momento em que chegara em sua residência a chuva simplesmente cessava.  —— Muito engraçada. —— Anunciava em um tom irônico, olhando-a parcialmente. Dentro da cidade, a Lua escondia-se parcialmente sobre os prédios e era por isso que a garota ia até tão longe para apenas observá-la.

Adentrava a casa com cuidado, retirava seus sapatos antes de entrar, agora sem sua mãe ela finalmente entendia a dificuldade de limpar tudo e por isso optava por sujar o menos possível, já que dificilmente realizava faxinas na moradia, optava por comer em objetos descartáveis, deixava as janelas abertas em poucos momentos para evitar a entrada de poeira em excesso. Continuaria por caminhar pelos corredores enquanto retirava sua camisa molhada, respingar a água pela casa não seria o fim do mundo para a garota, afinal, logo logo tudo aquilo iria secar.

Terminaria sua noite por deitar-se em sua cama e, exausta, dormir. Seu sonho se resumiu na convivência com os seus Pais, tudo o que passou e agora, que começava a demonstrar um bom potencial, eles não estavam presentes para sentirem orgulho. Poderia melhor ser chamado de pesadelo, passar por algo novamente que jamais aconteceria poderia gerar uma tremenda felicidade mas, assim que a garota acordasse, voltaria a realidade, notaria que aquela felicidade representaria apenas o momento e novamente a solidão viria à tona.

E isso realmente acontecia, por mais ciente que a garota estava. Ao acordar e deparar-se com a realidade, Momoi sentiu uma forte vontade de querer dormir para sempre. —— Morrer resolveria? —— Questionava-se ainda sonolenta. Foram necessários algumas horas para a garota conseguir superar sua vontade de não querer sair da cama, iria direto efetuar a higienização pessoal diária e prosseguiria de volta até a cama, não sentia fome, sentia apenas o cansaço consumindo seu corpo por total.

Foram alguns minutos deitada para começar a sentir uma irritação em seu nariz, fruto da chuva que havia tomado durante a madrugada. Espirraria duas vezes seguidas, funcionara como uma ilusão; A garota agora estava crente de que sua indisposição era devido ao resfriado mas logo logo iria entender como seu psicológico se sentia, com apenas doze anos, a garota ainda não era madura o suficiente para entender todos os problemas que a assolasse. —— Mas que ótimo, doente de novo. —— Dizia minutos antes de novamente cair no sono.

Filler de 1009 palavras, inspirado na música presente abaixo da imagem


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(Da play ae se tu quiser)

Os feitos de um ninja sempre acabam causando grandes problemas no futuro, por mais insignificante que este seja, um dia ele pode simplesmente destruir o mundo. Não era diferente com a garota em questão, Momoi acabou sendo forçada a matar o líder de uma importante organização e dias depois sua família havia sido assassinada por membros da organização em questão, em um ato de pura vingança.

Alguns dias haviam se passado desde o assassinato de seus pais, Momoi aos poucos deixava sua personalidade perecer, tamanho trauma causado. Para uma garota mimada e acostumada a sempre receber tudo do bom e do melhor por parte de sua família, perde-los do dia pra noite poderia ser considerado um ótimo motivo para desistir de sua vida.

Perder pessoas tão importantes em sua vida era algo extremamente doloroso, lembranças e fotos seriam as únicas coisas restantes para servir-lhe de recordações. —— Por que a saudade dói tanto? —— Sussurrava enquanto simultaneamente diversas lágrimas vazavam pelos seus olhos, de agora em diante teria de acostumar-se à seguir seu caminho sozinha, por mais triste que fosse. Era neste momento que as falas de seu pai faziam todo sentido. "Sua Família são seus únicos amigos. Neste momento em que a garota mais precisava, ninguém viera oferecer ajuda. Dinheiro não seria problema, o que a jovem mais precisava era apenas amparo psicológico.

A menina acabou passando dias tanto sem dormir quanto sem comer, sua infelicidade era tamanha que havia decidido por um fim em sua vida. Estava com seus trajes rotineiros no momento em que abrira a porta de sua casa e partira sem rumo sobre o vilarejo. O clima do vilarejo era sempre o mesmo desde algumas semanas; Um frio fora do comum com algumas nevascas durante o dia, algo totalmente comum no inverno. E era este o caso naquele exato momento, uma forte nevasca abrangia a vila e, por isso, a jovem Satsuki não pudera ir muito longe, acabou desmaiando no meio da rua, rente à tanta névoa, devido à sua exaustão combinada com a má alimentação.

Ficara por alguns minutos naquele local, afinal, a vila de Iwagakure no Sato estava literalmente deserta, nenhum ser humano em sã consciência sairia na rua neste momento. Fora encontrada por dois ninjas mascarados que levaram-a até o hospital mais próximo. —— Acha que foi pelo frio? —— Indagava um ao outro. —— Dificilmente, ela está bem agasalhada. —— Respondia.

A velocidade de ambos era incrível, não demorou muito para chegarem até o destino, onde adentraram anunciando: EMERGÊNCIA! Sendo rapidamente guiados até o setor de emergências da casa de saúde. Por sorte, diversos ninjas médicos estavam livres pelo fato do hospital estar extremamente vazio neste dia, todos se prontificaram à garota, com atenção total.

Posta sobre uma maca mas ainda inconsciente, diversos exames foram feito sobre seu corpo. Detectar os motivos de tal desmaio não havia sido um grande problema. —— Falta de energia, exaustão... Precisamos nutri-lá. —— Uma das ninjas dizia.

A família Satsuki estava junta novamente, Momoi conversava com seus pais, realizava todas as refeições sempre na presença de um deles e terminava por brincar com seu pai. No sonho, ainda era muito jovem e por isso não treinava as artes ninjas como era de costume antes de sua morte. Aquele sonho assemelhava-se muito com seu dia-a-dia quando possuía menos idade.

Algumas horas se passaram e, depois de tratada, Momoi finalmente acordava. —— Onde estou...? —— Questionava, ainda com dificuldades para enxergar devido às fortes luzes do local. —— Desliguem as luzes de apoio... Você finalmente acordou, está no hospital. —— Dizia a mais gentil das moças, sendo o mais breve possível para não acabar assustando a garota. —— Então... Eu não morri? —— Momoi perguntava. —— Graças aos ninjas que te acharam, não. Continue repousando, você precisa repor suas energias —— Respondia-a.

O momento de sono que havia tido lhe fora de grande ajuda, a jovem garota com o coração quebrado em diversos pedaços pudera sonhar com sua família, teve por alguns momentos o prazer de conviver com eles novamente mas quando despertou, tudo isso havia terminado e o que lhe restara era apenas a grande luminária atrapalhando sua vista.

Repousando profundamente, a garota acabou caindo no sono novamente mas desta vez, seu sonho nada fora agradável; Diversos homens tatuados com diversos "X" por partes aleatórias do corpo invadiam sua casa sedentos por sangue. O pai da garota, como um ninja experiente conseguiu dar conta de alguns dos homens mas não era o suficientes, estavam em grandes quantidades e todos eram extremamente fortes. Pai e Mãe acabaram sendo mortos. Momoi foi poupada, queriam o sofrimento da garota. Tratava-se de uma vingança suja devido aos seus feitos do passado onde havia matado o líder da organização conhecida pelo símbolo citado.

Um verdadeiro terror fluía por seu corpo, viver tudo aquilo novamente era arrasador, ainda mais pelo fato de nada poder ser feito, assim como o real acontecimento que ocorrera durante seu sono.

Despertava.

Com o passar de algumas horas, Momoi finalmente despertava novamente, desta vez estava totalmente "carregada" mas, em contrapartida, seu pesadelo anterior estava gravado em sua mente, relembrando todo momento o sofrimento que havia passado ao acordar e ver seus pais mortos, só que em outra perspectiva.

Sem pensar duas vezes a garota levantou-se da maca onde estava e foi em direção à saída do hospital, o quarto onde se encontrava, naquele momento, estava completamente vazio e por isso não tivera muitos problemas para sair. Fora questionada por alguns médicos mas apenas ignorou-os e prosseguiu seu caminho, rumo à saída do estabelecimento.

Por sorte, a nevasca havia cessado, fazendo com que o frio diminuísse mesmo que minimamente. De qualquer forma, ainda existia grandes camadas de neve no solo e o vento ainda estava úmido e frio, dificultando o caminho de retorno até sua casa ou quem sabe onde a garota fosse ir com tantas coisa em sua cabeça.

Sua cabeça estava cheia demais para pensar em no futuro ou até mesmo no próprio presente, mesmo tão jovem estava ciente de que pensar com a cabeça quente apenas traria-lhe grandes problemas. Optou apenas por retornar até sua residência e descansar.



Filler de 1008 palavras.


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Em meio a imensidão do mundo, rodeado por rochas íngremes e uniformes, um pequeno grupo de shinobis lamentava perdas recentes. Por mais fortes que fossem, perder um aliado em campo de batalha era sempre como uma perfuração no coração; não havia tempo para sentir dor alguma, apenas para refletir ou distrair-se pensando em outros caminhos que poderiam ser tomados caso sua decisão fosse outra, e estes pensamentos vinham como uma bola de neve, piorando cada vez mais a situação tanto física —— na questão da dor propriamente dita —— quanto psicológica. O clima era totalmente recluso e indeterminado, onde sua culminância resumia-se em uma cor completamente esverdeada, fato este que procedia devido a misteriosa ausência do sol mesmo o dia ainda estando em sua metade. O campo era totalmente árido e quebradiço, devastado por constantes combates envolvendo chakra na região —— Satsuki Momoi estava entre os ninjas presentes mas do contrário de como a garota sempre almejava, sua posição era diferente, encontrava-se desacordada e ferida, recebendo os primeiros socorros dos poucos médicos que ainda restavam em seu esquadrão.

O silêncio seria mortal se não fosse por uma minoria —— parte dos novatos —— ainda emocionada com todas as baixas na equipe, mas estes, em especial, eram reconfortados por seus superiores que tentavam manter a compostura de todas as formas —— nem o mais frio dos seres humanos seria capaz de suportar a dor de perder pessoas com que uma vez convivera parte da sua vida, por mais breve que tenha sido.

Se passaram poucos minutos até que a virtuosa e ingênua garota finalmente avivava-se, parcialmente sã de todos os seus ferimentos. —— O que aconteceu? Onde estou? Quem são vocês? —— Bombardeava seus aliados com suas dúvidas. —— Uma pergunta de cada vez, Momoi-san. Não se lembra de nós? Somos sua equipe... Nós vencemos! —— O rapaz mais próximo dizia entusiasmado, embora extremamente preocupado com a garota. —— Na verdade... Eu não lembro de nada. —— Respondia com um semblante triste. Neste momento, sua única atitude foi de elevar ambas as palmas até sua fontanela, onde sentia fortes espasmos contínuos.

—— Sente dores na cabeça? isso pode ser mais sério do que eu imaginava —— Perguntou retoricamente, ninguém sequer havia visto o motivo de seus ferimentos, apenas presenciaram seu corpo estendido no chão com pequenos cortes e muitos hematomas, sozinha em meio ao nada com sequer uma pista do que poderia ter acontecido. —— Como é o seu nome? —— Questionava o médico. —— Meu nome é Henry, sou um ninja médico de Iwagakure, a mesma vila que você pertence e mora... O mundo vive em guerra e foi em uma missão recente que nos conhecemos, você foi a responsável por me salvar. —— Respondia um pouco mais do que o solicitado. Como um médico, Henry sabia muito bem como estimular uma mente e era esse o motivo de ter ido tão longe em sua resposta. —— Te salvei? Acho que você acabou de me salvar também, estamos quites? —— Momoi continuou a conversa enquanto massageava o topo da sua cabeça, visando ao menos um alivio momentâneo. —— Provavelmente não, você invadiu um esconderijo repleto de inimigos para me salvar... Eu simplesmente utilizei o meu ninjutsu médico, preciso curar-te muito mais caso queira pagar minha dívida desta maneira. —— Enaltecia os feitos da garota. —— Eu pareço ser incrível. —— Proferia em um tom sarcástico —— Ambos sorriam e neste momento a enxaqueca que assolava-lhe amplificava-se de maneira inacreditável. A chuunin no mesmo momento cerrava suas pálpebras em um movimento involuntário, tamanha era a dor. Henry, por sua vez, aproximou-se da sua aliada no mesmo momento em que notara sua expressão. Não estava ciente do que exatamente causava tal desconforto mas sabia exatamente como proceder.

O corvejar de um bando de aves que passavam no local anunciava mais um embate nas proximidades mas isso não seria responsabilidade do grupo protagonista —— estavam todos exaustos e machucados, sem condições algumas de lutar ou auxiliar em outros locais. —— Parece que novas confusões estão acontecendo, espero que tenham a mesma sorte que a gente. —— Henry comentava com Momoi, enquanto curava-a.  —— Não se trata de sorte, trata-se de força e habilidade, a sorte é o fator dos fracos. —— Respondia-o, certa de si. —— Você está passando por uma amnésia dissociativa mas ainda se lembra dos valores e das opiniões, eu não sei o que dizer mas no mínimo posso dizer que é interessante. —— Ambos sorriam.

Momoi passava por certos apuros; aos poucos sua visão começava a embaçar, seu corpo ficava cada vez mais mole, totalmente ao contrário de suas pálpebras que pesavam tanto ao ponto de ser insuportável. —— Momoi-san, você está pálida, mantenha-se acordada! —— Henry alertava-a mas de nada adiantava, mal ouvira seu nome sendo pronunciado. Sua audição também estava sendo comprometida, assim como todos os seus sentidos. —— ... —— Tentava resistir, comunicar-se de alguma forma mas suas cordas vocais tragicamente não correspondiam aos seus comandos. Aos poucos seus batimentos cardíacos diminuíam o ritmo até ficarem nulos.

Encontrava-se em um espaço escuro e álgido, apenas com uma pequena luz próxima. —— Então isso é a morte? —— Questionava-se. —— Eu esperava algo mais doloroso ou traumático, não tem sequer alguém para me guiar? Vou viver nesse frio? Por mim tudo bem. —— Levava o acontecimento como brincadeira —— de certa forma a garota estava feliz pelo descanso mas logo os acontecimentos anteriores retomavam; todos os seus sentidos paravam aos poucos até não responderem mais. O único pensamento que passava em sua cabeça era a agonia de estar morrendo novamente. —— Eu estava brincando... Não precisa me fazer passar por isso de novo. —— Dizia com suas últimas forças.

Seus olhos novamente se abriam mas dessa vez o alívio tomava conta de todo o seu corpo. —— Era apenas um sonho? Estou viva? Preciso confessar que jamais havia imaginado sentir isso. —— Refletia consigo mesma. De certa forma um alivio pairava em sua alma, Momoi sentia que ainda existiam muitas coisas para serem feitas durante sua vida, morrer cedo, de certa forma, jamais estaria presente em seus objetivos, mesmo que sofrendo de depressão, sempre mantivera a ideia bem longe. Mas não hesitaria de morrer por um bem maior, almejaria apenas fazer o certo em sua concepção.

Filler de 1003 palavras

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